O assunto no grupo do Papo de Comadres há algum tempo vem sendo dietas, emagrecimento, obesidade e afins. Obviamente, que por conhecimento de causa, eu posso opinar bastante a respeito e contar as experiências que já passei neste mundinho de regimes, pílulas ditas milagrosas, spas (sim, eu já fui para um spa), etc.Ontem também conversei muito a respeito deste assunto com a minha ginecologista, porque de fato, eu preciso emagrecer e agora muito mais do que uma questão de saúde, o que me motiva a atingir este objetivo é minha vontade de ser mãe.
É fato que eu não posso pensar em engravidar com meu atual corpinho, porque muito mais do que arriscar a minha vida, eu estaria colocando em risco a vida de um bebezinho indefeso, e se isto acontecer a culpa será única e exclusivamente minha. Tenho total consciência disso, e minha médica mais ainda, porque já me proibiu e não irá pedir nenhum dos vários exames que preciso fazer antes de realmente engravidar (o que ainda vai demorar um pouquinho para acontecer).
Durante a conversa de ontem com a minha médica e também conversando com as meninas no Papo cheguei a uma conclusão interessante. Vocês já perceberam que hoje em dia, além do aumento nítido e conhecido por todos nós de pessoas com sobrepeso, outras coisas relevantes sobre a nossa cultura e como tratamos hoje em dia a questão da obesidade também vem mudando?
Por exemplo, antigamente quando você não entrava numa calça o que você fazia? Regime! E insistia até voltar a usar aquele número de calça, justamente porque não encontraria um número maior nas lojas na maioria das vezes. Hoje não, isto não acontece, por que com o aumento de lojas especializadas em tamanhos grandes, o que as pessoas acima do peso fazem é correr e comprar uma calça de tamanho maior. Ou seja, não há esforço em emagrecer, há sim uma comodidade absurda em relação a isso. E me incluo neste grupo de pessoas ok?! Sei que não é todo mundo que pensa assim, mas muitas pensam.
Outra coisa, o brasileiro se americanizou num grau absurdo. Quantos Mc Donald´s tem na sua cidade? Só aqui em Sorocaba, uma cidade de interior, com 600 mil habitantes, temos 4 lojas. Fora Buger King e tantas outros fast-foods do mesmo estilo. Ou seja, comer fora além de ter se tornado um hábito, tornou-se algo cômodo, e toda comodidade, ao meu ver, tá ali com a preguiça e a falta de esforço de algum modo e isso tudo tem um resultado que a gente já sabe qual é.
Fomos colonizados por portugueses, porém, muito pouco dos costumes europeus sobreviveram estes anos todos, infelizmente diga-se de passagem. Porque é fato, o europeu tem uma alimentação saudável e se preocupa com a saúde. Os americanos nem tanto, obviamente não estamos generalizando, mas existem pesquisas que comprovam isso.
No caso dos brasileiros, também não podemos generalizar é claro, até porque aquele que trabalha e vive na roça se alimenta muito bem, e vamos combinar que ainda existe muita gente morando longe dos grandes centros urbanos. Eles comem pouca carne vermelha, se alimentam com muito frango, carne de porco (que a gente pensa que faz mal quando na verdade não faz) e peixe, legumes e verduras que ele mesmo planta e colhe.
Agora nós, "da cidade grande" não. Nos entupimos de uma série de alimentos industrializados, consumimos uma quantidade muito grande de carne vermelha, bebemos um leite que não é mais tão puro, compramos frutas e legumes que não sabemos a procedência e que muitas vezes estes vem repletos de agrotóxicos e outros venenos, além de outras coisas.
Ou seja, a nossa cultura não auxilia muito na missão de "ter uma vida saudável". Tudo bem, que não é só isso. Vai muito dos hábitos, da genética, do psicológico e de outras fatores que envolvem diretamente a obesidade.
Uma outra coisa que minha médica disse e que é verdade, pra que gastar dinheiro com produtos light? Pra poder comer mais? Parou né?! A idéia é se alimentar bem, comer com parcimônia e de absolutamente tudo: açúcar, carboidrato, proteína, gorduras...tudo é necessário para o nosso organismo, claro que em porções apropriadas. Os produtos light são uma ótima pedida para as empresas, que faturam alto com este tipo de produto, que muitas vezes chegam a custar o triplo do dito "normal". Ou seja, você pode sim fazer uma dieta comendo aquilo que você já come hoje em dia, mas alterando pequenos hábitos.
Eu vou tentar a partir de agora pensar diferente e vou começar assim:
Primeiro: tenho que encarar que obesidade é doença, e que de fato desânima, mexe com todo seu corpo e sua mente, mas que tem que ser encarada assim. O tratamento é eterno e você sabe que se descuidar o problema vai voltar. Eu já emagreci e engordei tantas e tantas vezes que já deveria ter aprendido isso, mas vá lá, tem hora pra tudo.
Segundo: vou buscar ajuda, e dessa vez sem ingerir os femproporex e as sibutraminas da vida, a ajuda dessa vez virá de um grupo de apoio que conta com a ajuda de psicólogos, nutricionistas, nutrólogos e obviamente endócrinos. Se você tem convênio, procure saber se na sua cidade o mesmo não tem este tipo de programa, aqui em Sorocaba, a Unimed e a Santa Casa tem.
E finalizando...terceiro: eu preciso fazer isso por mim e pelo meu bebê. Quer motivo melhor que este?
Bom, já que o assunto gera uma boa discussão, as colegas podem colocar suas experiências aqui nos comentários, dicas também são super bem vindas. Sei que tem gente que passa por aqui e que tem uma alimentação super 10, e que pode contribuir muito.
Eu agora vou aprender a cozinhar de uma outra forma e vocês claro, vão acompanhar todas as novas receitas que surgirão no meu "broguinho" hehehe.
Ah, este post também está no blog Comadres Online, que eu indico pra chuchu (chuchu poooode...hehehe). Um beijão,Fla